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Artigos05 Jul 2006 10:14 am

Fonte: Revista Exame nº 8668 

SÃO PAULO - Por que cada vez mais empresas querem obter boas colocações em sites de busca como Google e Yahoo!?

No início do ano, o site alemão da montadora BMW foi banido do Google porque os programadores trapacearam, segundo a principal empresa de busca do mundo. Eles teriam criado um mecanismo que enganava as milhares de máquinas que varrem a internet, conhecidas no jargão tecnológico como robôs. O código garantia que o site bmw.de aparecesse sempre em primeiro lugar na lista de resultados em determinadas pesquisas. A fabricante de eletrônicos Ricoh, também da Alemanha, foi penalizada pelos mesmos motivos. Ricoh e BMW cometeram o deslize ético porque sabem que os mecanismos de busca tornaram-se a principal vi trine online para qualquer empresa que queira exposição na rede. Oito em cada dez internautas usam ferramentas de busca como Google ou Yahoo! para encontrar de tudo, inclusive empresas cujo endereço na rede é óbvio - como no caso da montadora alemã. E não basta ser exibido no meio da lista. Quanto melhor for a colocação, maiores as chances de que a empresa seja encontrada. Essa necessidade de adequação - por meios legítimos - dos sites rapidamente deu origem a um novo negócio, o de otimização de sites. No ano passado, mais 1,2 bilhão de dólares foi investido em SEO (sigla em inglês para search engine optimization). Neste ano, o total deve aumentar 150%, segundo a consultoria especializada Semp.

E não há sinal de que esses valores parem de crescer tão cedo. Os métodos que os sites de busca usam para criar seus rankings mudam periodicamente. “É uma corrida de gato e rato”, diz Cíntia Steijntjes, gerente de marketing e internet do Guia Mais, o catálogo online da Telefônica. Entre os administradores de sites, as alterações são conhecidas como a “dança do Google”, embora os efeitos sejam mais parecidos com um furacão - nas discussões entre webmasters na web, as mudanças nos algoritmos do Google recebem nomes, como as tempestades atlânticas. Empresas que tinham uma boa classificação podem, do dia para a noite, ir parar na décima página de resultados, e vice-versa. “Nem se alguém conhecer o primo do engenheiro do Google vai ter a garantia de boas colocações”, diz Alexandre Hohagen, presidente da empresa no Brasil. “Com a automatização do processo de varredura e indexação, não há a menor chance de manipular o resultado.” A única maneira de manter-se em boa colocação é acompanhar as alterações de perto e fazer os ajustes o mais rápido possível.

O classificado MercadoLivre, um dos maiores sites de comércio eletrônico do país, destinou cinco pessoas de seu depar tamento de marketing e quatro programadores para garantir um bom lugar nas buscas. “O trabalho é dinâmico e interminável”, afirma Stelleo Tolda, presidente da empresa. De dois anos para cá, o site melhorou significativamente sua posição. Se no passado alguém fizesse uma busca procurando termos como DVD player ou celular, o nome MercadoLivre dificilmente apareceria na primeira página do Google. Hoje, dependendo da categoria, ele surge logo nas cinco principais colocações. Segundo Cíntia Steijntjes, o Guia Mais está no primeiro lugar da lista do Google para a palavra “guias” e aparece até a 30a posição para um total de 128 palavras. O resultado foi tão positivo que a empresa praticamente abandonou a publicidade tradicional na internet. O contra-exemplo são as montadoras. Metade dos interessados num carro novo faz pesquisas na rede antes de decidir a compra. Mas basta procurar por um modelo específico e são enormes as chances de que os primeiros resultados não sejam os sites oficiais.

Os algoritmos usados pelos mecanismos de busca para decidir quais são os resultados mais relevantes para a pesquisa dos usuários estão entre os maiores segredos do mundo da tecnologia. Mas uma coisa é certa: eles estão muito longe da preocupação estética que costuma nortear a criação dos sites das grandes empresas. “Essa é uma mudança fundamental, que só agora começa a acontecer no Brasil”, diz Marcelo Sant´Iago, diretor de projetos especiais da Agência Click, especializada em publicidade online. Existem inúmeros fóruns virtuais dedicados à especulação sobre as técnicas mais eficientes para levar a melhor sobre os buscadores. E, claro, existem os trapaceiros. Sabe-se, por exemplo, que o número de links que levam a um site é uma das melhores medidas de sua reputação - apontar para um site é a principal forma de recomendação na web. Inevitavelmente, surgiram sites fantasmas, geralmente blogs, criados somente para dar links para outros. A novidade tem nome: splog, mistura de spam com blog. Estima-se que diariamente 10 000 novos splogs sejam criados na web.

Mas há quem reclame de trapaça justamente por parte dos mecanismos de busca. Segundo uma queixa muito freqüente - e impossível de ser comprovada -, os buscadores relegam os sites oficiais de algumas empresas a posições mais baixas para que elas sejam obrigadas a comprar links patrocinados. Esse tipo de publicidade garante exposição privilegiada na página de resultados - mas é pago. Haveria um conflito de interesses dos buscadores entre os links patrocinados e o que se convencionou chamar de “busca natural”. As empresas de busca, naturalmente, negam. De qualquer maneira, há pelo menos um alívio à vista para os webmasters. O Yahoo! anunciou recentemente uma nova versão de seu sistema de links pagos, o Overture, com o objetivo de aumentar a eficiência para os anunciantes, que ainda investem mais no concorrente Google. O novo código levou dois anos para ficar pronto e exigiu a atenção de boa parte dos desenvolvedores do Yahoo! Para aumentar as receitas, as empresas de busca têm de dividir esforços no aperfeiçoamento tanto da busca comum quanto do sistema de exibição de links patrocinados. Isso pode, pelo menos por enquanto, diminuir a intensidade dos furacões.

POLE POSITION

Obter boa colocação em sites como Google e Yahoo! é fundamental.

Veja por quê:

- 8 bilhões de buscas são feitas mensalmente na internet

- 85% dos usuários encontram o que precisam na web via sites de busca

- 60% dos internautas clicam nos três primeiros resultados da busca  

- 80% dos internautas não vão para a segunda página dos resultados da busca Saiba mais sobre otimização de sites!

Artigos29 Jun 2006 08:53 pm

Não há porque temer uma entrevista. Ao contrário, é a oportunidade de mostrar ao selecionador sua personalidade e pontos fortes.

A entrevista é uma conversa entre duas pessoas e deve ser encarada como tal. No entanto, é bom não esquecer que nesse momento você está sendo avaliado. Veja algumas recomendações para tornar a entrevista mais tranqüila, natural e agradável.

No livro Como conduzir entrevistas eficazes*, o especialista John Fletcher explica quais são os principais objetivos de uma entrevista, tanto do ponto de vista de quem entrevista como do ponto de vista de quem é entrevistado:

Melhorar a performance de alguém;

Avaliar ou melhorar a moral, a motivação ou as atitudes de alguém;

Dar ou receber informação;

Permitir que o subordinado ou o chefe expressem seus pontos de vista ou façam um desabafo;

Melhorar sistemas, procedimentos ou implementar um novo programa de ação;

Esclarecer mal entendidos;

Descobrir se a última entrevista foi bem sucedida ou não;

PLANEJAMENTO

Planejar-se para uma entrevista é importante para que você fique mais seguro e transmita esse sentimento ao entrevistador.

Pense quais são os seus objetivos e o que o seu entrevistador quer saber.

1. Quem você é?
2. O que você já fez?
3. O que o seu último empregador acha de você?
4. Que resultados conseguiu nos últimos empregos?

Para responder a essas questões, leve seu currículo para a entrevista. Caso o entrevistador não tenha tido oportunidade de ler ou tenha lido há muito tempo, essa é a melhor forma de apresentar suas informações. Leve também o seu portfólio, que é o conjunto das suas realizações profissionais. Esse item é importante, pois é durante a entrevista que você terá a possibilidade de detalhar sua experiência.

5. O que pode fazer pela empresa dele?
6. O que pode conseguir para a empresa dele se continuar fazendo o que faz?

Para essas perguntas, é necessário que você estude um pouco a empresa em questão. Descubra o máximo possível de informações sobre ela, número de funcionários, o que produz, técnicas de venda e distribuição, relacionamento com o mercado, imagem junto ao público e à concorrência, problemas que está enfrentando. Em seguida, saiba para qual função o estão entrevistando. Verifique como você pode contribuir para a empresa com a sua experiência e formação e procure saber se há alguma coisa que você possa aprender para desempenhar melhor a função para a qual esta sendo cogitado.

REFERÊNCIAS

Provavelmente o entrevistador irá aproveitar a entrevista para pedir a você nomes de pessoas que possam dar referências a seu respeito. É importante ele saber como era o seu relacionamento profissional com o seu empregador anterior. Normalmente é dada preferência a quem foi seu superior imediato para perguntar sobre o seu desempenho no trabalho.

Por esta razão, entre em contato com seus antigos chefes e peça licença para que o seu entrevistador fale com eles. Explique claramente que se trata de uma referência para um novo trabalho e diga que espera que eles falem bem de você. Se sentir que há hesitação do seu chefe anterior em falar bem de você, desculpe-se e desista. Não arrisque indicar alguém que pode dar referências ruins sobre o seu trabalho. Nesse caso prefira indicar um ex-colega.

DURANTE A ENTREVISTA

Lembre-se que o principal objetivo do seu entrevistador é saber como você pode ser útil para a empresa. Permaneça atento a isso.

As respostas para as perguntas que fugirem desse objetivo devem ser curtas. Aprofunde-se um pouco mais apenas nas respostas de perguntas que abordarem o objetivo principal. Cuidado para não rodear demais e falar de assuntos que não interessam.

Tente conduzir a discussão. Isto demonstrará firmeza, segurança e conhecimento.

Não se deixe levar pela emoção. A entrevista não deve ser um processo frio, mas também não é ocasião para desabafar a respeito dos seus problemas íntimos.

Seja, acima de tudo, ético e honesto. Jamais mencione pessoas com o objetivo de difamá-las, condenar suas atitudes ou queixar-se. Não minta em nenhum momento. Se julgar necessário omita alguns fatos da sua vida profissional, como ter ficado pouco tempo em cada emprego anterior ou ter sido demitido do último emprego. Mas se for perguntado, fale sem medo, explique as razões de maneira objetiva e natural. Entenda que não é crime ter sido demitido ou ter ficado pouco tempo em outros empregos – as situações de cada momento são diferentes – e você ganhará mais credibilidade com a franqueza e sinceridade.

NA ENTREVISTA, PRESTE ATENÇÃO PARA NÃO
Falar em demasia

Franzir muito a testa

Discordar de vários pontos

Ser dogmático

Mostrar impaciência

Ser emotivo

Ignorar perguntas

Mudar de assunto de repente

Desviar o olhar do entrevistador por muito tempo

Contar piadas

A ENTREVISTA, SEGUNDO A PESQUISA

A pesquisa “A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros”, realizada pelo Grupo Catho, entrevistou 1.356 executivos de todo o país, todos em posição de entrevistar e contratar pessoas.

As conclusões da pesquisa mostram, de maneira geral, como pensa o potencial empregador e como funcionam as regras de contratação das empresas.

Aparência
- Homens - Os respondentes preferem entrevistar candidatos que usem terno azul marinho (67,1%), sem barba e sem bigode (90%) e com cabelos curtos (99,8%).
- Mulheres – A maneira formal é a preferida para as executivas do sexo feminino. O tailleur é a roupa considerada mais adequada para uma entrevista de emprego, com maquiagem leve e cabelos curtos.

Restrições
Os entrevistadores têm objeção em relação a fumantes (76,8%), obesos (73,3%), mulheres com filhos pequenos (62,6%), profissionais que ficam menos de 2 anos no emprego (93,8%), profissionais que têm um negócio próprio paralelo (87,6%), profissionais que estudam à noite (31,6%), profissionais que estão deixando um negócio próprio (48,4%), consultores independentes (61,4%), desempregados há mais de seis meses (50,4%), profissionais que lecionam no período noturno (41,9%), profissionais na faixa etária entre 45 e 49 anos (41,7%), profissionais na faixa etária entre 50 e 55 anos (66,2%), entre 55 e 59 anos (82,2%), e acima de 60 anos (90,9%).

Testes
Como complementação da entrevista ou até previamente à entrevista, para pré-seleção dos candidatos que serão entrevistados, as empresas têm utilizado testes de inteligência, personalidade ou aptidão em 27,3% dos casos. A avaliação grafológica é utilizada em 12,5% dos casos. Os resultados dos testes de personalidade são levados em consideração em 82% dos casos, os de nível em 76% e os grafológicos em 47% dos casos.

Técnicas de dinâmica de grupo
São utilizadas as técnicas de dinâmica de grupo, mais intensamente, para definir a contratação de executivos de alta gerência: em 49% dos casos.

Duração de um processo de contratação
Os processos de contratação de executivos têm duração, em média, de três a quatro semanas a partir do primeiro contato da empresa com o candidato até o oferecimento do trabalho.

Número de entrevistas
Os candidatos são entrevistados, em média, entre 2 e 3 vezes antes de receber uma oferta.

NÃO FIQUE ANSIOSO

Ficar um pouco ansioso e nervoso antes e durante uma entrevista é absolutamente normal. No entanto, quanto mais tranqüilo você estiver, mais fácil será transmitir uma imagem positiva ao selecionador.

Lembre-se que se você foi chamado para uma entrevista é porque já foi aprovado na primeira fase do recrutamento, que é a análise de currículo. Isso é um ótimo motivo para que você se sinta confiante, afinal o recrutador já gostou das suas qualificações profissionais. Durante a entrevista ele só irá avaliar se a sua personalidade é compatível com a empresa.

Não tenha medo de ser rejeitado, seja natural e verdadeiro. Se você é particularmente ansioso, não tente fingir que não é, apenas tente controlar-se um pouco.
Respire profunda e lentamente antes e durante a conversa;

Responda as perguntas com calma e sem apressa;

Fale em tom normal, nem baixo, nem alto demais;

Pergunte sempre que não entender alguma coisa;

Seja racional, evite misturar emoção à conversa.

Não esqueça que a entrevista é a oportunidade de mostrar suas qualidades, sua personalidade e impressionar o entrevistador.

*Clio Editora, São Paulo, tradução de Maria Cristina F. da Silva, 1997

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Fonte: Jornal Carreira & Sucesso

Artigos28 Jun 2006 03:14 pm

por: Rodrigo Angelo 

Tem me incomodado muito em ver comentários de uma imprensa manipuladora de opiniões e os próprios comentários da sociedade em si. Todos dizendo, o Brasil tá mal assim, tá errado isso, tá errado aquilo…

Discordo totalmente:

Vivemos na atualidade uma das melhores fases do futebol brasileiro, estamos caminhando e somos cotados para chegar a final deste mundial fato que nos levaria à 4ª final de Copa do Mundo seguida, o que significam 16 anos se superioridade.
De fato se não chegarmos a final, mesmo assim já temos um triunfo que nem a equipe de Pelé & Cia conseguiu, pois chegaram a final em 1958 e 1962, porém em 1966 amargaram uma prematura eliminação pelos irmãos lusitanos e somente em 1970 chegaram ao triunfo, o futebol brasileiro atual vem de três finais seguidas, vencidas ou não, mas em 1994 vencemos, 1998 chegamos mas não levamos e em 2002 vencemos novamente. Será que isso já não nos deixou mal acostumados?

Neste mundial estamos com 100% de aproveitamento, vencemos todas as partidas disputadas até o momento, nossa defesa sofreu apenas um unico gol, somos a equipe mais disciplinada, que menos faltas cometeu, mesmo sofrendo jogos com duras e severas marcações adversárias, pasmem, mas nosso zagueiro central, Lúcio, não cometeu nenhuma falta ainda em todos os jogos, no ataque, tão criticado, temos a média de 2,50 gols por partida, Ronaldo batendo recordes de atacante bem sucedido, superando Pelé, Maradona e tantos outros.

Será mesmo que devemos seguir a manipulação da impresa sobre a opinião publica e discordar do sucesso do futebol brasileiro?

Ah! Mas voce deve pensar, o Ronaldinho Gaucho não tá dando show, o Robinho tinha que ser titular, etc, etc….

Pera ai gente!!!! Eu assisto uma Copa do Mundo para ver a seleção de jogadores que representam meu páis chegar ao triunfo, eu sinceramente não estou sentado diante da TV com a intenção de assistir os novos “Harlen Globetroters do Futebol” fazerem brincadeirinhas com a bola, até mesmo porque se os velhos Globetroters do basquete americano viessem a encarar o mais modesto time de basquete americando, com certeza seria um fiasco!

Acho que a opinião publica e tambem a própria imprensa se deixou confundir, e hoje acha que futebol bonito é fazer malabarismo com a bola na ponta do nariz…

Não vamos confundir as imagens que a Nike cria de malabarismo de bolas com jogadores brasileiros para vender seus produtos em comerciais de televisão, com o verdadeiro futebol brasileiro, que busca unindo técnica, habilidade e força de vontade, alcançar suas vitórias.

Se é pra fazer malabarismo com bola na ponta do nariz e das chuteiras era melhor essa equipe trabalhar nos sinais de transito do Rio de Janeiro e levantar um trocado. Eu quero é resultado, pra mim nessa fase final da Copa do Mundo quero ver o Brasil vencendo por 1x 0 com gol de bunda, mas quero é comemorar mais um feito consagrando o melhor futebol do mundo em todos os tempos.

Hoje vencendo ou não eu me sinto orgulhoso de ter acompanhado uma superioridade tão longa do futebol brasileiro, que é reconhecido em todo o mundo e deveria ser melhor reconhecido por nós, brasileiros.

Força Brasil! Nós acreditamos em seu Potencial!